MATEMATICAMENTE IMPOSSÍVEL

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Hoje vejo que a nossa proporcionalidade foi multiplicação mesmo nos dias mais difíceis. Hoje vejo que o delta foi exato com você. Hoje vejo que as nossas retas foram paralelas que começaram na origem. Hoje eu concluí que fomos congruentes, e entendi que a verdadeira definição dessa palavrinha difícil foi a nossa coincidência e correspondência de caráter e qualidades.
Hoje parei pra calcular os nossos dias, subtrai os desentendimentos e somei todos os sorrisos que compartilhamos. Coloquei os gráficos em ordem crescente, só pra ter aquela sensação boa mais uma vez, e analisar como tudo foi evoluindo entre o nosso “nós”. Percebi que nenhuma outra história teria uma raíz tão perfeita. 
Pena que nós paramos no meio do cálculo. Pena que as nossas retas viraram parábolas. Pena que o volume dos problemas foi superior ao valor da nossa área. 
Hoje sobraram perguntas sem solução e contas sem continuidade. Hoje já nem estamos no mesmo gráfico, e os quilômetros que nos separam não podem ser facilmente convertidos na escala. E hoje, após a nossa trajetória curvilínea, a vida sem o nosso “nós” ficou em MRU. 
Talvez seja culpa da lei de atração dos corpos. Talvez fôssemos parecidos demais. Talvez, mesmo depois de toda essa junção de números e sentimentos, a gente continue sendo sempre esse valor matematicamente impossível.

P.S: Reescrevi esse início de parágrafo 9 vezes, só pra ver se essas palavras agora vão ser as corretas. Só pra garantir que estou no rumo certo. Só pra garantir que agora eu explanei esse nosso cálculo…pena que a calculadora não pôde me ajudar.

RESILIÊNCIA

 

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Eu não entrego os pontos fácil. Eu não abro mão. Eu não desisto no meio do caminho. Até perceber que não existe mais reciprocidade. Pois com a ausência dela, ah, desatam-se os “nós”, e descolorem-se os laços que antes uniam a relação. Tenho sempre em mente aquela velha teoria da resiliência. Quando é preciso de tempo para algo descomplicar, eu cedo. Quando é preciso de pressa para algo começar, eu logo avanço. mas sempre com os freios em vista. Dizem que esse é um gênio difícil. Dizem que é por causa do meu signo. Dizem que é por besteira, por orgulho. Dizem, dizem… Mas mal sabem eles que cada ser têm o seu modo “vitae” de expandir-se. O meu, eu diria, é semelhante ao das folhas, que estação após estação se adaptam. Mudam. Sabem que hora ou outra podem cair, mas carregam dentro de si a esperança de serem levadas com o vento. Sem pesos, e prontas para desbravar o que antes eram-lhes desconhecido.

BYS

DE NUNCA EM NUNCA

 

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Nunca fui de sentir demais. De demonstrar demais. De me apegar demais. Bom, lembro-me de ser assim desde que parei de acreditar em toda a perfeição daquelas histórias me contavam. Quer dizer, não é que eu queira ser uma pedra de gelo com todo mundo que se aproxima. É só que, após umas ou outras quedas na vida, em que as minhas expectativas não foram atendidas, e a dor morou por alguns invernos comigo, eu parei de querer ser sempre tão sentimental e livro aberto com meus problemas, e percebi que nem todo mundo está disposto a isso, sabe. Nem todo mundo quer encarar as coisas de uma forma arriscada e incerta. É difícil. Dói demais. E as pessoas, hoje, levam relacionamentos na competição. Não para ver quem ama mais, mas para mostrar quem é mais indiferente, quem paga de não-me-importo melhor. E, na boa, isso é tão exaustivo!

A verdade é que continuo sendo a mesma pessoa. Em alguns referenciais. Outros, eu tive que mudar. Sabe como é… aquela velha história que fala como o seu passado tem o poder de te modificar para o futuro. É isso. Estou em constante mudança. Deixando entrar quem vale a pena, e sair-mesmo que doa- quem não está disposto a ficar. Nunca fui muito de insistir. Mas sempre fui de persistir. De resistir. De deixar fluir.

É bem clichê todo esse jogo que fiz com as palavras. Mas a compreensão depende apenas do que você considerar mais importante. Em média, já devo ter usado cada palavra desse texto umas 20 vezes. Mas isso, só percebe quem fica remoendo cada palavra passada, e deixa pra outro dia os parágrafos seguintes. É, hoje eu entendo que demonstro o que sinto, quando deixo quem amo livre para fazer suas próprias escolhas, e conviver com suas próprias consequências. Elas podem ser boas ou ruins. E aí, meu caro, depende de qual direção você escolher tomar.

BYS

AGORA, PERMITO-ME A(MAR)

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Sem conseguir perceber o que acontecia ao meu redor, me vi afogada. Sem esperança. Só eu e a solidão. Admito, não imaginei que ela seria assim, como o profundo de um oceano que me fazia refém. Sempre a imaginei seca, escura e mórbida. Eu, que vivia num estado de naufrágio constante, e que estava cansada da minha ilha de individualismo, me encantei de cara com a sua chegada. Nada me parecia mais incrível! Finalmente alguém resolvido a aproximar-se daquela terra ainda desconhecida. Alguém que eu poderia dividir ondas de alegria, e marés de desabafos. Senti encontrar meu porto seguro. E agora parecia ser pra sempre. É, parecia.

É difícil aceitar que me atirei tão confiante, e cai na margem. Sobre o castelo de areia que havíamos construído. Não o culpo, afinal, não se mede o tamanho da onda do outro por opiniões próprias. Eu, que pensei ser recíproco, não vi que era âncora de um bote tão pequeno. Pesou demais, né. Como você mesmo disse, não havia mais espaço para nós dois no mesmo embarque. Vamos para a prancha!

Mas não se preocupe com isso. Sei que hora ou outra, quando a maré baixar e me levar de volta ao solo, eu já vou estar bem. Não digo que vou apostar na mesma onda novamente, ou que vou velejar sem destino. Isso seria nadar contra a correnteza. Mas vou entender que a vida tem mesmo dessas coisas. Erro meu não ter olhado a minha bússola. Erro meu ter achado que o meu interesse dava-me o direito de fixar uma embarcação de lembranças onde eu quisesse. Erro meu não saber que os dois tinham que decidir em que direção navegar. Erro meu ter achado que era âncora, quando, na verdade, era a vela.

Agora já não sou só eu e a solidão. Já não sou eu a solidão.

BYS

ELA CONFIOU 👸

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 Ela aprendeu que nem tudo acontece do jeito que se espera, e que alguns momentos não coincidem com suas vontades. Ela percebeu que não valia a pena criar expectativas em cima de alguém, pois assim como ela, as pessoas são falhas e uma hora ou outra a machucariam.

Foi aí que a garota, cheia de sonhos e versos escritos no caderno, confiou todas as suas dúvidas e ansiedades nas mãos do seu Pai. Foi aí que todas as suas feridas foram curadas, que os seus medos foram revertidos em coragem, e ela então descansou o seu coração em Deus, e não o questionou mais sobre a “demora” dos seus sonhos se concretizarem.

Ela aprendeu, pela espera, que o toque mais puro e o amor mais seguro do mundo é o do seu Abba.

 BYS

Relatos Recontados 2 | (Músicas de Jorge e Mateus) 🎶

Dizem que “toda história de amor tem idas e tem voltas” bom, a parte do part(ir) eu já compreendi bem até demais… Pena que o ‘voltar’ não aconteceu. Nós sempre fomos tão bagunçados. Todo mundo sempre quis pôr um fim no nosso amor. Sempre quiseram nos afastar, tirar você de mim. 

E, agora parece que deu certo. Tudo que aconteceu foi como um balde de água fria em mim. Eu comecei a gostar e, quando eu ia te amar você me deixou. A verdade é que eu nunca sei se a gente tá só revivendo ou tentando recomeçar.

Sempre que você estava brava comigo você me dizia “os homens são todos iguais”. Bom, amor, se nós homens somos todos iguais saiba que esse aqui te ama demais! Meu bem, quando um amor como o nosso passa por momentos assim, vai por mim, vai passar. É só um temporal. 

Toda história de amor é assim, sabe. Mas se nós dois estivermos juntos no fim nada mais importa. Eu só te peço pra ficar um pouco mais, amanhã você vai. Juro que não vou tentar te impedir. 

❤ (LEIA OUVINDO A MÚSICA) ❤

SÓ UMA HUMANOIDE 👩

Tenho lá minhas melancolias, meus fetixes, meus filmes bregas, meu humor que anda de gangorra. Tenho lá meus clichês. Não sou a pior pessoa do mundo, mas não diria que sou uma “fonte de doçura”.

Erro, caio, me dou mal. Sempre me machuco. Sou sempre o lado “problemático” da história. Talvez isso seja assim porque sou extremamente recíproca -pago na mesma moeda- e um pouco orgulhosa também.

Tenho lá minhas longas histórias… Porque sou humana, e isso explica tudo.